sábado, 5 de novembro de 2011

Apetece-me matar o mundo

Aprendi uma coisa com o homem mais velho do mundo.

Nos seus cento e tal anos de vida, ele me disse que a única queixa que ele tem sobre a vida é que ela é demasiadamente curta.

Também me disse que a vida é feita por triunfos e perdas, mas que no fim só lembramos das coisas boas.

A vida é amarga. É áspera. É dura. Mas é a vida.

Existem pessoas que te odeiam. Odeiam-te porque és inteligente, no meio de tanta ignorância. Odeiam-te porque és jovem, no meio de tanta velhice. Odeiam-te porque és uma pessoa politicamente e socialmente correcta (apesar das tuas falhas humaníssimas), no meio de tanta gente corrompida. Odeiam-te porque és uma pessoa bela, no meio de tanta feiúra.

Odeia-te, sobretudo, porque foste amado e elas sofreram nas mãos do ódio de outras pessoas.

Entretanto, essas pessoas só ganham somente quando TU passas a odeia-las. E aí perdes tudo.

Como nem disse um velho sábio muitos anos atrás

"É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã"

Boa noite

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

The Crying Rhinocerous

I'm in love with you.

I'm sorry.

I shouldn't express myself on the Net. It's pathetic, it's humiliating, it's sad. It's not me.
Yet I can't help it. I hope one day to tell you how I feel in person.

This is me without my armour - the crying rhinocerous.

I'm sorry.

I hope you are happy for the rest of your life.

No man on earth will ever know how lucky he is to have you.

But you'll never be mine.

Best wishes

Forever yours

The Crying Rhinocerous



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

On Heroes


Heroes are not nice people. They are do not ride on big, white horses, are NOT physically fit, DO NOT speak several languages, are NOT patient and in love with life. Girls, they are not that knight-in-shining armour myth that you are lead to believe when you're very young. Mates, they are not Superman.

Rather, our heroes are impatient, work many hours a day and get very little respect from other people, They are usually ugly, with very little sex appeal and often, no charm. They paddle up a stream of shit so often and vigorously that our arms feel their tiredness. They are mostly never around, but their presence is always felt. They are rarely kind - unless you have something important to say, you're taking up their time, and therefore deserve to be insulted, you stupid idiot.

But if they were not so extraordinary, to the extent that they influence our lives and gain our respect and admiration, they'd be ordinary. And, in an age where everything follows a certain norm, we need more people who stand out from the crowd and shape our lives and our futures in ever more brilliant ways.

This is a call for more heroes. Please respond. Yours truly, Cid.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

On dreams.

Adoro dormir, mas prefiro sonhar acordado. Somente neste estado de lucidez consigo concretizar os sonhos mais profundos.

I love to sleep, but I prefer to dream awake. Only then can I live my dreams.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

You've become what you hate and you hate what you've become

Recently, I've been having a bit of a personal crisis: I have slowly transformed into a person with shallow values, no morals and an unbound arrogance regarding other human beings. There's a person in my University like that. And my worst fear of turning into him are slowly materialising.

Dear reader, don't end up like me. Remember your childhood days, when everything was so much simpler? You didn't have to worry about work, money, love, etc. You just lived. You played in the sand during the day and slept during the night. You had no idea about physics and history, yet you remembered all the characters from your favourite TV shows. You woke up early to watch Saturday morning cartoons. You remember your parents, aunts, other adults always speaking badly about someone, yet you were too innocent to understand these type of emotions that plague modern adults and spoil life-long friendships and relations. I guess we lived our childhood with our hearts, whilst as adults we use our brains. Maybe if we remembered that our heart actually exists, and used it from time to time, we could live happier lives instead of the automatic ones we live right now.

In short, it's about being stupid. Smart people survive, stupid people live. Diesel has recently announced this groundbreaking discovery to the masses. Maybe it's time I got with the programme. Perhaps, you should as well. Be stupid!

sábado, 23 de outubro de 2010

Me in my very own words.

"Great and good are seldom the same man. "

Today is the happiest day of my life, for I have figured out who I am (and not many people can claim that about themselves). What I'm about to tell you is, in my own words, an accurate description of myself. I am my own antihero. I'm the sort of person to sell my mother's pension and donate the money to charity. I'll chain smoke for many years, yet go to the gym everyday. I would torture someone, sometimes for information, other times just for fun yet die happily for another human being. I would study very hard for an exam yet still cheat at the end. I would drink and then I'd drive myself home.

I am my own antihero. Now, who wants to be my friend?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Renatinha? Ela é safadinha!

Eram três da madrugada no final de Agosto e eu estava cantando "Bohemian Rhapsody" num bar na ABC de São Paulo com o meu primo e duas amigas nossas. Estávamos todos rindo, numa onda de alegria que contagiava qualquer ser humano que estivesse naquela zona do bar. Por outras palavras, estávamos todos bêbados. E, como é costume para quem já conhece e é amigo do álcool, nós nos sentíamos os réis (e rainhas) daquele local.

Era o meu último dia em São Paulo. O meu primo, uma espécie de pseudo-irmão que tinha desde infância, queria me levar para as famosas badaladas paulistanas (que dizem que são as melhores do Brasil) só que, devido às suas prioridades profissionais, só teve tempo no meu último dia.

"Vou te levar lá pra Avenida Kennedy, o lugar dos bares aqui e onde a galera passa a noite, ok?" disse ele.

Dito e feito. Chegamos cedo e começamos a descer a Kennedy toda (que, num frio de 5 graus e com pouco agasalho, é um suplício enorme) quando chegamos a um bar que me chamou a atenção: era um bar estilo Pub inglês, algo que nunca tinha visto antes no Brasil, que se chamava "Liverpool". Logo, relembrei-me dos meus dias na Inglaterra e disse que queria passar o resto da noite ali. E o meu primo concordou, mas por outras razôes: logo na entrada, estava a Renata, uma loira de olhos verdes, fumando um cigarro com uma amiga dela, também loira de olhos verdes.

"Tomás!!! Quanto tempo, lindo! Vai entrando lá dentro e se senta na minha mesa, vai!"

Sentamos e logo percebi que um sorriso se espalhava lentamente na cara do meu primo. "Aquela ali é a Renata! É uma amiga minha. Todos conhecem ela porque ela é safadinha! Ela não tem frescura não: sabe bem o que o homem quer!" disse ele, todo entusiasmado.

Quatro horas mais tarde, depois de muito papo e muitas e muitas Norteñas (uma cerveja uruguaia que tem gosto de ácido e era a preferida da Renata e da sua amiga) bebidas, decidimos ir para casa. Mas não acabei no conforto da minha cama e sim, vinte minutos depois de termos saídos do bar, na casa da Renata.

"Vocês dois podem dormir no sofá" disse a Renata ao meu primo e a amiga dela, apontando para o local. "Cid, você vem dormir comigo na minha cama".

Entrei no quarto dela enquanto ela foi ao banheiro. Tirei o sapato e o meu colete de lã, o único agasalho que tinha, ficando somente com uma camisa e calça jeans. Deitei-me na cama, debaixo de um edredão de penas de ganso, bem quentinho e extremamente confortável. E foi quando a aconteceu: o sono bateu

"Não posso dormir!" pensava. Mas, cada vez que dizia isso, ás pálpebras sentiam-se mais pesadas. De repente, escuto a porta do quarto abrir e a Renata entra, se deita ao meu lado e diz "Acho que você ficava melhor sem essa camisinha aí, rapaz" e lentamente, começa a desabotoar um botão da minha camisa

"Fique acordado, seu idiota!" gritavam os meus neurónios. Mas não dava: os meus olhos guerreavam com a minha cabeça e não deu outra: os olhos fecharam e adormeci. Vitória do sono.

"Acorda Cid!" disse a Renata, me apertando o braço. "Merda!". Virou-se e foi dormir também.

Acordei duas horas depois com uma enorme dor de cabeça. A Renata encontrava-se todo enrolada ao meu lado. E eu não lembrava de nada, nem de quem ela era.

"Vamos embora, Cid!". Era o meu primo que tinha acabado de entrar no quarto. "Vou chegar atrasado pro trabalho."

Pegamos um táxi até o apartamento dele. Contei-lhe o que tinha passado comigo e perguntei a ele se, pelo menos, ele tinha tido um final mais feliz.

"Que nada!" disse ele "Eu até dei uns agarros lá na menina, mas ela adormeceu também!"

Chegamos lá na porta do apartamento e, mal colocamos a chave na fechadura, que já ouvimos a mãe dele gritando, lá no fundo do apartamento

"Vocês são safados! Passei a noite inteira acordada esperando por vocês! Onde estavam?"

"Fomos a casa da Renata" respondeu o meu primo

"A safadinha? Meu Deus, então eu não quero nem saber" disse ela.

Poucos minutos depois, o Tomás foi trabalhar. Fez uma promessa que viria me visitar aqui na Europa. E hoje aguardo, ansiosamente, a sua visita aqui.

"Então garoto? O que foi que vocês fizeram ontem?" perguntou um outro primo meu, no caminho para o aeroporto.

"Ah, fomos num bar no Kennedy e depois fomos pra casa da Renata" respondi

"A Renatinha?!" disse o meu primo, com um enorme sorriso na cara "Essa aí é bem safadinha!"